sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TRATAMENTO DA MORDIDA CRUZADA

Dr. Renê Van der Laan

O tratamento da mordida cruzada deve ser realizada o mais cedo possível pois esta má oclusão traz sérios problemas estéticos e funcionais para o indivíduo.

Estes problemas são mastigação unilateral, desvio do crescimento mandibular, desvio do crescimento maxilar, falta de espaço para os dentes permanentes, e assimetria facial.
Como as arcadas crescem e se desenvolvem muito rapidamente durante a infância e a adolescência os problemas vão piorando gradativamente enquanto não se eliminar a mordida cruzada.
A mordida cruzada é relativamente comum e fácil de identificar. Repare nas fotos abaixo o desvio do queixo para o lado direito do menino e que existe uma diferença bem visível no encaixe dos dentes entre os lados direito e esquerdo.






A melhor idade para realizar o tratamento é por volta dos 6 anos de idade mas, como no caso deste paciente o desvio era muito acentuado e ele tinha maturidade suficiente para colaboração, iniciamos aos 5 anos.
O tratamento é eficiente, rápido e indolor. O resultado foi conseguido em 4 meses de uso de aparelho como ilustrado nas fotos abaixo.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Clínica Denari - 50 Anos


Este ano a Clínica Denari completa 50 anos de existência.


Em Abril de 1961 os irmãos e Dentistas Nilson e Walter Denari saíram do centro da cidade e montaram seus consultórios perto da praia, na rua Galeão Carvalhal, perto da Praça Independência.


- Que loucura, disse um amigo, todo mundo tem consultório no Centro da Cidade, o que vocês vão fazer lá no Gonzaga???


O que este amigo não sabia é que esta era apenas mais uma de tantas “loucuras” que esta dupla realizou em suas vidas.


Dr. Nilson, especializou-se em Reabilitação Oral e Prótese. Dr. Walter em Odontopediatria. Muito estudo, cursos, palestras, congressos e uma vida inteira dedicada à profissão, não poderia resultar em outra coisa, a não ser uma das Clínicas mais conhecidas e respeitadas do Brasil.


E agora, ao completar 50 anos de existência, mais uma loucura: Três eventos para comemorar esta data.


E sonho tido, sonho realizado:


Dia 19 de Maio, um Coquetel de Lançamento do segundo Livro do Dr. Nilson Denari e apresentação da nova fachada da Clínica Denari:





No Livro “As Belezas Ocultas da Odontologia - como Arte e Ciência” o Dr. Nilson descreve como só ele consegue, a relação entre a sua profissão, seus pacientes, a vida de seus pacientes e a sua própria vida, esmiuçada, analisada e confrontada com as ideias grandes pensadores onde invariavelmente nos coloca a pensar e refletir sobre os mistérios do ser Humano.



Dia 21 de manhã, sob o comando especial do Padre Chiquinho e da Musicista Edi Feliciano, foi realizada uma Missa em Ação de Graças na Igreja São Judas Tadeu.



Além da bela mensagem que o Padre Chiquinho nos deu outro grande destaque foi o Coral “Os Magníficos da Clínica Denari” formado pelos pacientes e integrantes da Clínica que ensaiaram e cantaram músicas do Roberto Carlos durante a missa... uma emoção sem igual...



E dia 21 à tarde o maior desafio.


Como forma de homenagear a Cidade de Santos que tão bem recebeu e acolheu estes dois nobres emigrantes e sua família de Sorocaba, nada mais justo do que escolhermos um monumento da nossa Cidade para finalizar nossa festa. E este local foi o Mercado Municipal de Santos.



O Mercado Municipal de Santos está lindíssimo, limpo, amplo, belo e moderno. E foi o palco da “Tarde Cultural no Mercado Municipal” onde os artistas principais foram os pacientes e os integrantes da Clínica Denari, além de amigos se revezando em dois palcos durante toda a tarde.


Tivemos Música, dança, exposição de quadros (realizada pelo “Mercado de Antiguidades” que fica no próprio Mercado) e muito empenho dos artistas além da participação maravilhosa do público que contribuiu generosamente para a entidade assistida, o GALP (Grupo Amigo do Lar Pobre) que presta um relevante serviço às comunidade do Mercado.


Enfim uma Festa Maravilhosa e merecida.


E todas as fotos poderão ser vistas nos links na barra lateral do Blog.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Na primeira consulta há anos atrás muito me impressionou a maneira como você me atendeu e este foi o motivo que me fez optar por fazer meu tratamento dentário na Clínica Denari, e ter a oportunidade de perceber que você além de ser um extraordinário e competente profissional é também um ser dotado de sensibilidade, sendo capaz de captar que minha necessidade não era apenas tratar e alinhar meus dentes, mas também da compreensão pela complexidade do estado da minha dentição, e quando você tão educadamente, tão atenciosamente e tão pacientemente explicou minhas dúvidas quanto ao resultado do tratamento eu pensei: "Fiz a escolha certa".
Muito me lembro do dia que me dirigi à Clínica Denari para iniciar o tratamento, me sentia ansiosa e apreensiva com minha decisão, pois era definitiva e tinha apenas uma opção: Corrigir meus dentes. Enquanto caminhava em direção à Clínica, notei sua imponente arquitetura, grandiosa e majestosa, e diante dela me senti tão pequena e pensei: "Será que esta clínica é pra mim? Não estará além do meu alcance?" E como uma benção minha apreensão não durou muito tempo.
A primeira resposta foi dada assim que a porta da Clínica Denari se abriu para mim, quando fui recebida por um afável sorriso seguido da calorosa frase: Seja bem-vinda à Clínica Denari! Surpresa pensei: "Nossa! Tudo isso é pra mim?"
E de repente a segunda resposta foi na mais aprimorada recepção quando ouvi: Boa tarde! Dona Suzana, vou levá-la até a sala do Dr. Marcos. Espantada pensei: "A assistente vem me receber aqui!? Nossa! Que chique!"
A terceira resposta foi o valor dado a mim não só como cliente, mas também como pessoa e com tantas atenções, tantas gentilezas emolduradas com um carinho sincero, senti como se me dissessem: Você é mais que uma cliente, você é uma amiga. E me sentindo assim tão prestigiada e tão paparicada cresci e comecei a me sentir maior e hoje não me sinto pequena, muito pelo contrário, me sinto a toda poderosa cliente da Clínica Denari, e agora sei que esta Clínica é pra mim sim, pra mim e pra todos aqueles que quiserem.
No início minha maior preocupação era se você entenderia ou gostaria do meu jeito de ser, este jeito espontâneo, extrovertido, muito animado e de riso fácil, nós bem sabemos que tudo que excede nem sempre é bem aceito, ainda assim você com sua conduta profissional séria e concentrada acabou compartilhando da minha empolgação com a mesma descontração, e me sinto feliz por perceber que toda minha alegria e animação agradou a todos.
Eu tenho um irmão que diz: Por onde a Suzana passa ela deixa a marca da sua presença, portanto é muito gratificante imaginar que todas as vezes que citarem meu nome, lembrarão de mim como a cliente mais divertida e mais falante de todos os tempos.
O tratamento dentário não tem sido penoso pra mim, tem me proporcionado momentos agradáveis que me enchem de prazer e de contentamento, e sei que a recíproca é autêntica, pois alguém tão simpático,alegre e tão sensacional que cultiva a amizade e o carinho pelos clientes acima de tudo é realmente uma pessoa maravilhosa e abençoada,
certamente sentirei saudades e quando ela gritar mais alto estarei contigo de braços abertos, com sorriso franco e com toda a alegria que Deus me deu.



Num ambiente assim tão agradável e caloroso só poderia existir pessoas especiais e uma delas é a competentíssima Dra. Marly, que além de exímia profissional é uma pessoa maravilhosa que transmite ternura, simpatia e calor humano. Ela me conquistou assim que a conheci, quando me recebeu com um olhar tão afetuoso e um sorriso tão cativante que no mesmo instante senti uma enorme afeição. Ela tem uma dedicação, um zelo na maneira de tratar um cliente que me emocionou tanto que senti até prazer em fazer tratamento de canal. Enquanto ela dava andamento nos procedimentos do tratamento eu ficava observando sua elegante técnica profissional, fiquei encantada. Foram sucessivas sessões envoltas do mais puro sentimento de amizade seguidas de entusiasmados temas que transformaram o tratamento em horas aprazíveis, e sempre que a Dra. Marly tem um tempinho livre corro até ela pra dar um abraço e diminuir a saudade.
Referindo-me à Dra. Monica posso dizer que as pouquíssimas e raras vezes que estive com ela apesar de breves foram bem marcantes pela sua gentileza e amabilidade, despertando em mim admiração por sua pessoa e pela talentosa profissional que é.
A Clínica Denari é um lugar iluminado e lugares assim costumam ter anjos e tem três atenciosos e bem humorados anjos abençoados com o dom da paciência, da simpatia e da cortesia: Madalena, Rosangela e Claudia, só mesmo sendo anjos personificados para aguentarem uma cliente que tem mil coisas pra contar, não para de falar e chega na maior animação, porém toda esta euforia é o reflexo do carinho que sinto por cada uma delas.
Nesta vida existem coisas inexplicáveis, misteriosas e difíceis de entender, e assim fico me perguntando o que me faz sentir esta admiração imensa, esta grande satisfação em tê-lo conhecido e este enorme prazer quando o encontro, e o mais inexplicável é que sinto que estas emoções não são deste mundo, a sensação que tenho é que pertencem ao mundo espiritual. Foi através de uma foto que senti um forte desejo em conhecê-lo, quando descobri que se tratava do Dr. Nilson fiquei imensamente surpresa, e quando fomos apresentados tive a nítida impressão que já o conhecia pela grande alegria que senti em vê-lo, e foi tudo tão mágico e tão surpreendente que desabrochou uma amizade tão pura e um carinho tão angelical que parece ter vindo de uma encarnação passada. E o mais emocionante é ter o privilégio de conhecer um homem tão sábio, tão cortês, com tantas qualidades e ao mesmo tempo tão simples. Sinto verdadeiro fascínio por pessoas que dominam a arte de escrever, e quando soube que ele é escritor fiquei encantada e muito emocionada. O Dr. Nilson estará para sempre em minha mente e sentirei muitas saudades dos raros momentos que tive a felicidade de estar ao lado dele e quando me sentir saudosa destes momentos irei encontrá-lo, darei um forte abraço e direi: Você é maravilhoso!
Todas estas emoções que estou sentindo nesta clínica se deve a alguém fantástico, generoso, bem humorado e todas as vezes que o encontro está sempre sorrindo, e adoro ver uma pessoa sorrir. Há doze anos atrás tive a felicidade de conhecer o competentíssimo e simpaticíssimo Dr. Renê quando levei meu filho para a correção de seus dentes, e quando precisei de um odontologista ele me indicou você, iniciando assim toda minha história com a Clínica Denari.
Em breve estarei com ele para o tratamento ortodôntico, será um tratamento longo, e durante este tempo pretendo levar minha alegria, minha animação e meu alto astral para a Clínica TopDent para que os momentos que eu lá estiver sejam momentos de descontração e satisfação. Algo me diz que o tratamento com o Dr. Renê será muito divertido e teremos dias tão inesquecíveis como foram os dias que estive com você Dr. Denari, com a Dra. Marly e com o Dr. Nilson.
Estou muito feliz por fazer parte da Clínica Denari, uma casa onde encontrei não só grandes profissionais mais também pessoas queridas.

Agora modéstia à parte sou um presente, não sou?



Beijos a todos



Suzana

quarta-feira, 30 de março de 2011

PACIENTE - Inscreva-se e Participe

Estimado Paciente,


Este ano a Clínica Denari completa 50 anos de existência.


E convidamos você para participar “como artista” da Tarde Cultural – “Todos os Talentos da Clínica Denari”.


Para comemorar esta data programamos três eventos que irão acontecer em maio:


Dia 19/05/2011 - Coquetel de Lançamento do Livro “Em Busca das belezas ocultas da Odontologia” de autoria do Dr. Nilson Denari;


Dia 21/05/2011 Missa de Ação de Graças;


Dia 21/05/2011 Tarde Cultural – “Todos os talentos da Clínica Denari”.


Nosso desejo é que nossos pacientes participem da Tarde Cultural cantando, dançando, declamando, enfim, se apresentando como os grandes protagonistas desta comemoração.


O Maestro Marcos Canduta irá fazer a preparação e os ensaios com os pacientes cantores e cantoras que se inscreverem, e a Banda Os Insistentes dará o suporte para que você, nosso ilustre artista se apresente junto com a equipe da Clínica Denari em uma tarde inesquecível.


E você tem que ser parte de tudo isso!


Inscreva-se respondendo a este e-mail


ou telefonando para a Clínica no tel 13 3235-5520,


com Rosângela ou Giane até o dia 11 de abril.


Cronograma para os Artistas:


Dias 12, 13 e 14 de abril: Escolha das Músicas e ensaio preliminar – Local: Clínica Denari 20:00 hs


Dias 30 de Abril, 07 e 14 de maio: Ensaio com banda - Local: Clínica Denari 14:00 hs


Dia 19 de Maio: Apresentação descompromissada - voz e violão na Clínica Denari Dia 21 de Maio: Apresentação na Tarde Cultural - Todos os Talentos da Clínica Denari - Local: Mercado Municipal de Santos


Contamos com vocês! Inscreva-se e Participe.


Equipe da Clínica Denari

terça-feira, 29 de março de 2011

Clínica Denari - Replantio de árvore

Por Marcos Piffer



A Clínica Denari – uma tradicional família de Odontologistas na cidade de Santos - completa 50 anos de atividade em 2011. Se preparando para este evento, começou uma reformulação na sua comunicação visual no ano passado, e uma reforma básica na fachada da casa no mês passado. Esta reforma, que consistiu mais em uma” limpeza” das interferências visuais que existiam nesta frente da casa, culminou com a transferência de local ou replantio de uma árvore que existia bem em frente à entrada da casa, e que de alguma maneira impedia a sua devida visualização. Esta árvore, um exemplar de Jasmim manga de flores rosa, foi plantado no final de outra reforma nesta Clínica, mais exatamente no ano de 1987.


Caminhando contra a corrente de que as árvores são empecilhos ao comércio ou à visualização dos estabelecimentos, o corpo de profissionais da Clínica optou por gastar no replantio da árvore, ao invés de simplesmente cortá-la. O risco do exemplar não vingar existe e é alto. Mas a planta já vingou e seguirá em frente como um ponto de atração dos olhares para esta tão tradicional Clínica em Santos.


Estas imagens são uma sequência do dia do replantio. Em breve colocarei uma imagem dos brotos novos que já começaram a aparecer nos galhos da árvore.




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estratégias e Limites para a Manutenção de Dentes e Implantes na Cavidade Bucal.



Dr. Nilson e Dr. Marcos Denari assistiram à palestra ministrada pelo professor Ruy Opperman do Rio Grande do Sul, que abordou os limites para se manter os dentes e os implantes na boca do paciente.


O Professor Opperman mostrou através de estudos e pesquisas que a manutenção dos implantes não é tão simples como se tem mostrado. Inclusive as chances de sucesso ao se manter dentes é ainda maior do que se manter implantes.


A Odontologia tem tentado vender de maneira errônea que o implante é melhor do que os dentes, que duram muito mais e que é muito simples de realiza-lo, mas ao longo dos anos temos visto que não é bem assim.


Destacou também que muitas vezes o dentista não leva em conta a dor que o paciente sente ao perder um dente. Este momento é extremamente delicado e deveria ser tratado com muito mais carinho e atenção.


O Professor Opperman ainda lembrou do problema das clínicas Fast-Food que estão se multiplicando onde os tratamentos são realizados em grande escala, mecanicamente, e o ser humano completamente esquecido.


Para nós foi ótimo poder ouvir tudo isso porque vem de encontro ao que preconizamos aqui em nossa clínica. O paciente não é feito apenas de dentes e implantes. Há um pessoa por trás de tudo isso, com uma história que precisa ser ouvida e respeitada para não pularmos etapas e incorrermos em sucessivos erros.


Na maioria das vezes, a luta para se manter um dente ou uma raiz se confunde com a própria vida do paciente, e que não quer desistir de forma alguma.


O Professor Opperman foi extremamente feliz em sua explanação e não poderia ser de outra forma, tendo em vista sua visão preventiva que acompanhamos desde muito tempo e da qual compartilhamos.



Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo – 2011


Mais uma vez a Clínica Denari se fez presente ao Congresso Internacional que todo ano acontece em São Paulo nas figuras de Dr. Marcos, Dr. Walter, Dr. Nison e Dr. Renê.


A novidade foi o local. No ano que a Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas completava 100 anos o local do congresso saiu do Anhembi e foi para o Expo Center Norte.


Uma ótima mudança, diga-se de passagem. Além de uma aparência mais nova e aconchegante, todo o pavilhão era climatizado, diferentemente do que no Anhembi, onde o calor era infernal.


Passamos um dia muito agradável, revendo os amigos e fazendo cursos.


Dr. Walter Denari assistiu a palestra “Odontologia de Mínima Intervenção em Odontopediatria” ministrada por seu velho amigo, o Prof.Orlando Ayrton de Toledo de Brasília, na foto juntamente com Dr. Nilson Denari, Prof. Ferelle de Londrina e o Colega Júlio Noronha.



quinta-feira, 24 de junho de 2010

PARCERIA DA CLÍNICA DENARI - TOPDENT

A Clínica Denari fez parceria com a rede TopDent na área da ortodontia através do Dr. Renê van der Laan, que é o responsável pelo serviço de ortodontia da nossa clínica.
Esta parceria tem como objetivo oferecer aos nossos pacientes uma ortodontia de qualidade onde acompanhamos todo o desenvolvimento das arcadas e da oclusão. É a chamada ortodontia de acompanhamento que foi desenvolvida em Bauru, o maior centro de pesquisas em ortodontia do país e onde fica o centro de treinamentos da TopDent.

ORTODONTIA DE ACOMPANHAMENTO – Um novo conceito.

Nos últimos anos houve uma queda acentuada no número de cáries na população jovem dos centros mais desenvolvidos do país, onde se inclui a Baixada Santista. Isto é conseqüência do sucesso da odontologia na área da prevenção e do acesso que a maioria das pessoas tem aos cuidados odontológicos oferecidos, tanto na área da saúde pública quanto nos consultórios particulares.
Este fato está mudando gradativamente o perfil e as necessidades da população com relação aos cuidados odontológicos. Atualmente existem mais problemas associados ao desenvolvimento das arcadas do que cáries. Estes problemas provocam o mau posicionamento dos dentes com conseqüente prejuízo estético na harmonia facial e no sorriso. Além disto podem provocar, à longo prazo, problemas funcionais que afetam a mastigação e as ATM´s.
Estamos preocupados em acompanhar todo o desenvolvimento da oclusão dental e agir preventivamente sempre que necessário. O acompanhamento deve iniciar aos por volta 6 anos de idade quando se inicia a troca dental. Durante a troca dos vinte dentes de leite podem ocorrer problemas que devem ser diagnosticados a tempo para tomarmos medidas preventivas. Estes problemas são relativamente freqüentes e prejudicam o correto posicionamento dos dentes permanentes.
Existem também problemas relacionados a desarmonias faciais e das arcadas dentais que, quando diagnosticados cedo, possibilitam tratamento mais efetivo e simples do que se tratados somente na adolescência.
Se você tem filhos pequenos marque uma consulta na CLINICA DENARI/TOPDENT e venha conhecer esta nova ortodontia de acompanhamento.
Visite os sites www.clinicadenari.com.br e www.topdent.com.br

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Clínica Denari nos 10 Km A Tribuna

Os meus 10 Quilômetros de A Tribuna
Por Nilson Denari

Não bem sei como tudo aconteceu. A verdade é que há muito tempo ando atento aos meus desejos e sonhos. Não sei bem de onde vem, mas como em uma explosão, acontecem e eu não deixo barato, vou à luta.
Pensei: “que boa hora de tirar a Clínica Denari da toca, mostrando o quanto estamos vivos e unidos para mais uma ambição”. Foi só comentar sobre o projeto de participarmos dos 10 quilômetros, que em poucos minutos ou segundos, uma equipe se mostrou responsável em programar tudo o que fosse necessário.
Lá fomos nós, Mônica, Débora, Marcos e sua esposa Fernanda, Madalena, Rosangela, Penha, Rosana e eu, capitaneados pela nossa atleta-mor Rosa.
Foram feitas camisetas exclusivas, com o nome da Clínica Denari, dignificando mais o nosso empreendimento.
Não tenho palavras e espero que as fotos possam mostrar imagens que nos encantaram ao chegarmos às oito horas da manhã, na Praça José Bonifácio, mostrando um mundo de alegria, abraços, carinhos, cantos, energia mil, adrenalina dois mil, em todos que lá estavam. Só aquele espetáculo já valeu à pena superando toda a nossa boa expectativa.
Fazíamos parte dos caminhantes, era o que, debaixo de muita reza, esperávamos ser capazes de romper a linha de chegada. E foi tudo isso que fizemos, irradiando felicidade, cobertos de carinhos e atenção dos organizadores. Mas o que muito nos encantou foi todo o astral que nos envolvia a cada piscar de olhos, pelos colegas e especialmente pelo público em geral.
Iniciamos a caminhada lentamente, sobre cânticos, apitos, trombetas e gritos de guerra, em uma euforia total, estimulados pelos cinegrafistas e fotógrafos.
No túnel, senti medo, não chegava ao final, escuro, abafado, com um barulho infernal de gritos e apitos. Pensei que não ia agüentar, já estava ficando cansado e irritado com a nossa exigente capitã Rosa, pela lerdeza de nossos passos.

Mas logo tudo passou e ao chegar ao quilômetro dois ouvi o que precisava ouvir. Uma voz já havia se lamentado: “Nossa, ainda faltam oito quilômetros, meu Deus, eu não vou agüentar”. Mas neste exato instante, um salvador da pátria berrou: “Vamos lá minha gente, vamos cantar, dançar, curtir, pois só faltam oito quilômetros para a festa acabar! Força”. Isto tudo vinha de saudável sexagenário, andando de costas, com os indicadores em riste como se fosse um maestro, regendo um montão de gente para a alegria daquela festa.
Estas palavras implodiram dentro do meu cérebro. O importante não é só caminhar os dez quilômetros, e sim, se deliciar com aqueles momentos de total alegria entre todos, os participantes pelas avenidas e o público nas calçadas. Afinal, todo isto é um show, um espetáculo de alegria total.
Assim foi pensado e assim aconteceu. Dividi a metade do meu tempo caminhando junto com o pessoal da clínica e o outro mesclando a minha alegria com a daquela platéia maravilhosa que nos aplaudia.
Cheguei para um senhor, bem senhor e lhe disse: “Eu espero que o senhor no ano em que fizer 78 anos, como eu, esteja aqui do lado de dentro, caminhando comigo e não aí fora, viu?” “Não vai dar, moço, eu já tenho oitenta e três” respondeu sob risadas. Também sob risadas corri para se encontrar com o meu pessoal.
De outra feita, diante de dois olhos ansiosos, passei meu dedo sob seu queixo e perguntei: “Está com inveja? Porque não está aqui, junto com a gente?”. “Eu já corri seis vezes e a culpada de eu não estar aí foi...” e apontou o polegar para uma senhora ao lado, que logo se defendeu: “Eu não tenho nada com isso. Pergunta para ele, o que foi que o médico dele falou”. Respondi: “Hi camarada, pegou pesado. Mas vamos lá, meu jovem, até o ano que vem. Quero estar aí, nesta sombrinha gostosa vendo você passar pela avenida feito um raio”. E com um tapa em seu ombro, me afastei sorrindo.

A organização perfeita da festa nos presenteava a todo instante com água, muita água. Em todos os pontos eu me apoderava do que tinha direito e passava para certas pessoas que estavam no sol assistindo a festa. Eles todos, com os copos nas mãos ficavam confusos com a minha oferenda, ao ponto de uma senhorinha oriental aflita me perguntar: “Moço, será que eu posso?” Com um beijo em suas mãos, respondi: “lógico que sim”, porque ela também fazia parte da festa, e lá fui eu procurar meu povo.
Estas foram três historinhas das muitas que participei e que fizeram de mim no final, uma pessoa muito feliz, muito confiante na forças da solidariedade humana, intensamente presente em tudo que os organizadores dos 10 quilômetros da A Tribuna tentaram e conseguiram passar para nós atletas de todas as formas e de uma platéia tão seleta e esperançosas, de um mundo melhor.

Até o ano que vem.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Flúor – Sua importância

No Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo de 2010 dois dos grandes nomes da Odontopediatria no Brasil, os Professores Luís Walter e Antonio Ferelle, ambos da Universidade Federal de Londrina e precursores da idéia de atendimento de bebês e da implantação da Bebê Clínica falaram sobre Flúor na infância e adolescência.
Foi reforçada a importância do Flúor no controle do desenvolvimento da cárie. Para se ter uma idéia, só o Flúor na água de abastecimento baixa entre 20 a 30 % o índice de cárie em uma cidade.
Porém os professores reforçaram que:
“O flúor sozinho não resolve. Sempre precisa haver em conjunto um programa de ações educativas preventivas que envolvam informação, ações de higiene, e controle alimentar. E se não houver mudança na dieta, o flúor não conseguirá agir”.
Além disso os professores destacaram a importância da participação dos pais em aprenderem a identificar a placa bacteriana e dos dentistas identificarem os indicadores de risco dos pacientes para atuarem antes do desenvolvimento da cárie:
Indicadores de Risco:
- Presença de Placa Bacteriana visível
- Manchas brancas nos dentes
- Sulcos fissurados
- Má higiene
- Ausência de flúor
- Doenças crônicas respiratórias...

Flúor – Seu uso e o Cuidado com a Fluorose

Os professores destacaram também que hoje não se justifica mais o uso de flúor gel em moldeiras no consultório. Que o ideal é introduzirmos terapias com uso de doses de flúor em baixa concentração e uso contínuo, através de aplicações caseiras de flúor, bochechos ou dentifrício, porém sempre com a orientação do dentista dependendo da idade e do peso da criança.
Porque apesar da sua importância, há uma grande preocupação em relação à “fluorose dental” que são as manchas brancas estriadas nos dentes, cada vez mais freqüente.
Os professores apresentarem as normas para o uso de Flúor pelo Centro de Controle de Doenças nos EUA (http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr5014a1.htm) que vem de encontro com o que a “Clínica Denari” vem recomendando a seus pacientes, ou seja, para se evitar a Fluorose a dose máxima recomendada é de 0,04 a 0,07 mg de F/Kg (Burt, 1992)
Esta concentração passa a ser crítica, principalmente em bebês que não tem a oportunidade de amamentar no peito e precisam tomar leite em pó em mamadeiras.
Vejam por exemplo as doses máximas de Flúor conforme a idade e peso da criança para se evitar a Fluorose e a quantidade de flúor que vai em uma mamadeira de leite em pó dissolvido em água filtrada da rede pública que contem flúor, como na cidade de Santos:

Água Filtrada em mamadeira pode causar Fluorose

A tabela acima mostra o risco que crianças correm de ter seus dentes permanentes com fluorose em uma cidade como Santos que tem água fluoretada.
É muito comum que crianças que não possam amamentar no peito tomem mamadeira com leite em pó dissolvido em água filtrada. E mesmo a água fervida continua com flúor.
Nestes casos é preferível utilizar água engarrafada e boa procedência, que geralmente contém 5 vezes menos fúor que a água filtrada.
Este risco diminui muito, e com a idade e o peso a criança passa a ter o limite de ingestão crítico cada vez maior.
Portanto desde a gravides, seria muito importante a gestante buscar informações com o dentista sobre ingestão e uso de flúor.
Para mais informações, visite no nosso site o link de perguntas e respostas: www.clinicadenari.com.br

segunda-feira, 15 de março de 2010

Excelência em Atendimento Odontológico


Dia 12 de março foi dado o primeiro passo para a instituição do projeto que chamamos de “Padrão Clínica Denari de Excelência em Atendimento”.
A equipe de Cirurgiões Dentistas da Clínica Denari e a Equipe Auxiliar com a supervisão consultor Pedro Paulo da Top Dent desenvolveram um projeto com a intenção de melhorar as condições de atendimento, a relação entre a equipe e os pacientes, a eficiência, o conforto e o aprimoramento das técnicas profissionais com o objetivo de, em um aprimoramento contínuo, oferecer o melhor atendimento possível aos nosso pacientes.
Nesta primeira etapa a própria Equipe Auxiliar expos suas observações e deu sugestões sobre o que poderia ser melhorado na Clínica. Foi muito interessante essa oportunidade porque além de conviverem na clínica a maior parte do seu dia e poderem participar de tudo que acontece na clínica, muitas observações de pacientes são feitas apenas para elas.
Essa troca de idéias foi excelente e fundamental para iniciarmos nosso trabalho. E muita coisa boa ainda virá por aí...
Na foto, toda a Equipe Auxiliar juntamente com o Consultor Pedro Paulo

terça-feira, 2 de março de 2010

Tratamento em Duas Semanas

Em Janeiro de 2010 recebemos em nossa Clínica um casal que reside nos EUA especialmente para tratamento odontológico com a Dra. Mônica Denari.
O contato começou um ano antes, através de outra paciente da Dra. Mônica, que reside aqui no Brasil. Após os pedidos de exames e radiografias de praxe, todo o planejamento foi efetuado, levando-se em conta também o tempo que o casal iria permanecer aqui, e que seria somente de duas semanas.
Ela necessitava de reabilitação completa superior e inferior. Foram colocados 5 implantes inferiores e confeccionada uma prótese protocolo sobre implante. Na parte superior foi realizada uma Prótese Total, para recuperação da função, fonética e estética.
Para ele foram colocados 4 implantes inferiores para recuperação da função mastigatória. As respectivas próteses serão confeccionas na próxima vinda do casal ao Brasil.


A foto mostra o casal após o tratamento em nossa Clínica, momentos antes de partirem rumo à Long Island onde residem, e onde foram recebidos por um frio intenso depois de duas semanas no calor do nosso verão.
Esta outra imagem da equipe, Dra. Mônica, sua assistente e o seu protético (que trabalha na Clínica, o que facilita muito a evolução dos trabalhos).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Todo ano, temos este congresso que agora, por cinco dias, reuniu mais de 70 mil pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Como Dentista-Congressista-Bloguista, tento passar para aqueles que nunca viram, o que é o “Congressão de São Paulo”...
Antes de mais nada, a foto típica da chegada...


Ao olhar assim na chegada, 20 minutos antes de começar meu curso, parece que não tem quase ninguém...

Mas lá dentro, dá uma olhada na na mega fila de inscrição para os cursos...



Ainda bem que eu já havia feito minha inscrição para os cursos que queria com antecedência pela internet e assim entrei direto, deu até para comer um lanche, tomar uma água de coco e ainda tirar foto com os professores...



No Congressão, tudo é mega...



Mega colorido,


Stands Mega exagerados,



E filas Mega-absurdas... esta dava volta em todo o Stand da Colgate, só filmando para acreditar... como dentista sofre...



No Congressão de São Paulo, além dos cursos, mais de 300 expositores brasileiros e estrangeiros apresentam o que de mais novo se tem em tecnologia e consumo. Como por exemplo esta cadeira para paciente toda pink... reparem que até a cuspideira combina...


Mas nem só de cursos e equipamentos vivem os pobres Dentistas, nós temos nossos momentos de folga também... veja só que lugar gostoso de se fazer um pit-stop:


Bonito não?
Não parece um lugar perfeito para se comer um sushi e sashimi?
Mas Dentista não tem tempo para isso em um Congresso...
Este é um dos muitos stands com balcão para o dentista testar os materias que as empresas estão expondo...


Você entra na fila, espera sua vez, senta e testa os materiais novos...
Dentista adora uma novidade, adora uma massinha diferente, um motorzinho com um barulhinho mais suave, uma agulhinha mais gostosinha... nossa vida é isso... buscar o que de melhor e mais moderno existe para proporcionar alegria e prazer para nossos pacientes...
Nossa praça de alimentação mesmo, apesar de Mega, não é nada caprichada... perto dos Stands então nem se fala... mas dá para matar a fome...

E depois do almoço, caminhando pelos Stands vejam o que me aparece...
Um torneio de Karaokê, em grande estilo...

Que beleza!!! É isso aí...
Estas são algumas das surpresas que nos aguardam todo ano no "Congressão de São Paulo"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Porque os Pais hoje tem tanta dificuldade para controlar os Filhos?

Esta é uma pergunta que hoje as pessoas se fazem constantemente e até então nenhuma resposta parecia coerente. Eis que em uma reportagem da Revista Veja, encontro uma bela resposta para essa grande questão:
- Isso é reflexo da perda de legitimidade. Até pouco tempo atrás, a sociedade era hierarquizada, de forma que havia sempre um único lugar de destaque. Ele podia ser ocupado por Deus, ou pelo papa, ou pelo pai ou pelo chefe.
Isso foi se desfazendo progressivamente, e o processo se acentuou nos últimos trinta anos. Hoje a organização social não está mais constituída como pirâmide, mas como rede. E na rede não existe mais esse lugar diferente, que era “reconhecido” espontaneamente como tal e que conferia autoridade aos pais.
As dificuldades para impor limites se acentuaram, causando grande apreensão nas pessoas quanto ao futuro de seus filhos.
E existe uma fórmula para evitar que os filhos sigam por caminhos errados?
- Antes de mais nada é preciso ensiná-los a falhar. Aliás antes disso os pais é que precisam entender e aceitar que seus filhos irão, podem e precisam cometer erros.
Os pais, a família e a sociedade fazem uma cobrança muito grande, estabelecem metas muito altas, em tempos cada vez menores, e as crianças além de carregarem o peso das próprias dificuldades, muitas vezes ainda tem que suportar a angústia de não falharem em relação à expectativa que seus pais depositaram nelas,na maioria das vezes para suprir os próprios fracassos do passado. Sem dizer que muitos pais colocam seus filhos como indicadores de seu próprio sucesso, é muita pressão.
Desta forma os pais cercam a criança de tudo que podem para não falharem, para mantê-la feliz. Manter uma criança em satisfação constante, fazendo por ela tudo o que ela pede, a impede de ser confrontada com as dificuldades, por menores que sejam, gerando reações cada vez piores, formando crianças sem nenhum controle.
Por Jean-Pierre Lebrun – Psicanilsta Belga, referência na Europa no estudo sobre mudança da relação entre pais e filhos (Revista Veja – Dezembro de 2009.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Restaurações Cerâmicas: Estética e Longevidade

Dra. Mônica e Dr. Marcos ao lado do Prof. Buso ladeados pelos Professores Marco Antônio e Antonio Carlos.
No dia 27 de novembro a Dra. Mônica Denari Piffer e o Dr. Marcos Denari participaram deste curso ministrado pelo Prof. Dr. Leonardo Buso aqui mesmo em Santos, onde a tônica foi a Odontologia Estética.
Segundo o Prof. Buso, as perguntas que os pacientes mais fazem quando querem fazer uma reabilitação estética são:
- Vai ficar bonito?
- Quanto tempo vai durar?
E realmente, não há material mais bonito e mais próximo da cor do dente do que as porcelanas.
A porcelana é um tipo de cerâmica, que é colada sobre o dente, porém com algumas restrições:
- É necessário haver espaço suficiente para sua espessura
- É necessário haver esmalte de dente em sua margem.
- É necessário que a margem da colagem não esteja sob a gengiva
- Há restrições para pacientes que rangem ou apertam os dentes, sendo necessário seu controle como por exemplo uso de placa de relaxamento.
O Prof. Leonardo dá 3 anos de garantia nos trabalhos, cerâmicos se o paciente voltar a cada 6 mêses para controle e manutenção.
Além disso, a literatura mostra que há entre 2 a 5% de insucesso (margem de insucesso) na realização deste tipo de prótese.
O Professor destacou que não é qualquer dentista que tem condições de realizar este tipo de trabalho:
- Para se fazer estética é preciso que o dentista tenha: delicadeza, arte, treino, atenção aos detalhes, à harmonia, percepção, perseverança, paciência e ciência.
E ainda, além de conhecer os conceitos estéticos, também precisamos confiar no que vemos e no que sentimos e dividir com o paciente a escolha do novo desenho do seu sorriso.
Neste evento houve também o lançamento do Grupo Santista de Odontologia Estética capitaneado pela equipe o Curso de Dentística formada pelos doutores Antonio Carlos Tavares, Marco Antonio Guerra, Sérgio Badini e Nívio Dias. Mais um grande feito para a Odontologia da nossa cidade.

domingo, 20 de setembro de 2009

A Oclusão, longevidade das restaurações e as retrações.

No Meeting de Especialidades realizado em Santos em setembro de 2009, um aspecto muito interessante foi a confirmação da importância da Oclusão como grande responsável pela longevidade das restaurações e do periodonto (gengiva e osso que circundam o dente).
Bocas restauradas ou reabilitadas com próteses em pacientes que apresentam desequilíbrio oclusal acabam causando fratura das restaurações e/ou perdas ósseas importantes.
O Prof. Paulo Seradarian, grande estudioso na área da oclusão, também confirmou a existência de trabalhos científicos que comprovam que grandes desgastes nas raízes, acompanhados por retrações gengivais conhecidas por abrifrações, são causadas por apertamento dentário e não por escovação. Isso porque a dentina (parte interna do dente) tem uma certa “flexão” que o esmalte (parte externa do dente) não possui. Quando o paciente aperta e esfrega o dente, por não ter esta flexão, o esmalte acaba formando pequenas trincas e se quebra, bem na região próxima à gengiva, expondo a parte interna do dente e conseqüentemente causando uma concavidade (abrifração) e retração gengival.

Meeting de Odontologia em Santos

Nos dias 17 e 18 de Setembro o Sindicato de Odontologia de Santos e Região promoveu um Meeting de Especialidades no Centro de Convenções do Parque Balneário Hotel onde nada mais nada menos do que trinta e dois professores abordaram os temas de Estética, Implante, Endodontia e Clínica Geral.
E como não poderia deixar de ser, a Clínica Denari lá estava representada:

Dr. Marcos, Dr. Nilson e Dra. Marly com os colegas Dr. Antonio Carlos, DrMarcelo Shwab e Dra. Letícia.


Dentre os temas abordados destacamos o quanto a estética tem sido valorizada, através do lançamento de uma gama imensa de novos produtos para restaurações estéticas e agentes Clareadores, além da importância da Oclusão para a manutenção das restaurações e do periodonto.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UM PAI INTERIOR

Por Nilson Denari
Ainda não sei o que nos leva a conhecer um pouco de nós mesmos; se são os sentimentos ou os acontecimentos que os tempos nos trazem, ou tudo isso junto.
Tem me chamado a atenção, um fato em minha vida que há muito reside em minha memória e a todo instante se faz presente. Eu o relato constantemente, quer seja no consultório ou fora dele, para justificar uma postura correta toda a vez que aparece uma dificuldade de relacionamento entre duas pessoas ou mais.
Vamos ao fato.
Em determinada época de minha vida, a minha relação com um dos filhos estava complicadíssima: conflitos de idéias e naturalmente, por grana. Minha esposa Ewa, como boa psicóloga, ouvia atentamente os meus lamentos até o final (é aí que mora o perigo) e um dia, quando terminei, pausadamente, justificou a indicação de ideal ‘medicação’, no ‘diagnóstico’ que havia feito.
Primeiro, ela indicou o fator causal com muita meiguice: “Mas meu bem, você o critica, vive humilhando-o” e calou. Surpreso, mais que depressa, me defendi: “Como humilho, eu faço tudo o que ele quer.” E aprumei o meu corpo pronto para a luta. Era tudo isso que ela queria. “Tem razão, faz tudo, tudo o que ele pede, caracterizando ao seu filho que ele é um incompetente, incapaz de fazer as coisas direito”.
Sentindo-me como se tivesse me esborrachado no chão, ela começou a dar o remédio homeopático: “Você precisa ajudá-lo a crescer, diga-lhe um não, deixe-o agir sozinho, acertar e até errar sozinho. Errar ainda é um dos bons remédios para crescer, virar gente, deixar de ser moleque, bebê chorão correndo para os braços do papaizão. Ele tem que deixar de ser criança de colo; está na hora de ser uma criança que cai, chora, levanta e sai, precisa aprender a se levantar. Essa é a vida, deixa seu filho viver a realidade. Ele tem que conhecer a lei do mais forte, que cai levanta e vai de novo”.
Hoje, penso que naquela hora, Ewa despejou toda a bílis acumulada durante um longo tempo de sofrimento, de ver a nossa postura imatura.
A riqueza dessa experiência tem colaborado muito na minha postura clínica, quando conto aos meus pacientes no intuito de auxiliá-los a entender e diminuir suas psicossomatizações, nas múltiplas síndromes dolorosas, freqüentes na nossa clínica.
O que eu não percebia era o enorme prazer que sentia toda vez que relatava o episódio. Ia muito além do fato de ser um dentista que procura ser mais que mero ‘doutor de dentes’, que se preocupa em ser ‘doutor de gente’.
Contar esse fato gerava uma energia radiante que perdurava dentro de mim por longo tempo. Fui ficando ‘encucado’ comigo mesmo. “Dr. Denari, aqui tem coisa”. Um ponto me parecia muito forte: como a palavra, a negação, um ‘não’ funcionava como um excelente fator positivo. Como isso era possível?
Um dia, provavelmente Freud ou Buda viraram na tumba, o sol se abriu ou acenderam-se as lamparinas dentro do meu cérebro, como dizem os indianos. Vejam só do que fui lembrar.
Ainda recém-formado, após várias oportunidades de trabalho, fiquei entusiasmado quando o Dr. Abraão Neto pôs à venda seu consultório, instalado em seu apartamento térreo, na Rua Galeão Carvalhal, esquina com a Djalma Dutra, alugando o imóvel para quem adquirisse o consultório.
Eu e meu amigo e colega de todas as horas, Edmar, das noitadas, inclusive, vibramos com a oportunidade de iniciar uma nova etapa na nossa vida profissional naquele ótimo ponto no Gonzaga. Mas os olhos brilhavam também, e muito, com os dois quartos aconchegantes nos fundos. Iríamos morar lá. Aquilo caiu do céu, e quem nos mandou aquela dádiva, com certeza foi o filho Dele, o que sabe entender melhor os mais jovens.
Tudo acordado com o colega, só faltava a grana da compra do consultório. Fui falar com a minha mãe, sempre perfeita intermediária dos negócios com o ‘velho’. Realçamos a beleza das instalações, o ponto, condução fácil, negócio perfeito, etc, etc. Só não lhe falei da intenção de ir morar lá, lógico. Podia dar zebra.
Minha mãe, como sempre, aguardou o bom momento de passar ao ‘velho’, a nossa pretensão. Meu pai ouviu pacientemente todos os detalhes do nosso rico negócio, e quando o relatório terminou, com os seus olhos esverdeados, fixos-os na minha mãe, falou: “Maria, diga ao seu filho que a minha parte eu já fiz, dei-lhe o diploma. Agora, o resto é só com ele”. Quando meu pai disse “seu filho”, ela percebeu que a vaca tinha ido pro brejo.
Frente à resposta do meu pai, meu mundo caiu. Saí blasfemando contra tudo e contra todos, principalmente contra meu pai, coisas impublicáveis. Pensei até em me atirar no canal. Bati a porta e saí para a rua, só de short, aquele de nylon, descalço. Me pus a andar e andar. Cheguei à praia, a escuridão não me deixava ver o mar, virei à direita e lá fui eu com destino de São Vicente, Praia Grande, Paraná, Santa Catarina, até o final do mundo. Se é que ele tinha final.
A raiva não passava, só aumentava. Fui blasfemando e blasfemando, até quase à divisa, quando um carro da Rádio Patrulha em rápida manobra parou ao meu lado. De lá saiu um policial, e o outro ficou de pé encostado na porta; os dois me observavam firmemente. Foi quando o primeiro aproximou-se e pediu meus documentos. Eu não tinha nada para apresentar. “Estamos de olho em você, moleque, desde lá da Ana Costa. Qual é a sua, diga logo”.
Levei um ‘bruta’ susto. Nem me lembro o que falei, mas sei que gaguejava. Ele só me liberou quando dei meu nome e o endereço, que o outro guarda confirmou pelo rádio do carro. “Vai para casa e rápido, pois vamos continuar te observando”. Nem precisava mandar, bati em retirada de volta para a minha adorável e acolhedora casa. No outro dia acordei pensando: “Vou mostrar para esse velho pão duro que eu não preciso dele”. Era só isso que meu pai queria, foi a mosca no mel.
E foi assim que eu aprendi a cair e levantar, foi assim que em certas situações, um não, é melhor que um sim. E foi assim que cheguei onde cheguei.
Esse é o motivo pelo qual vem esse prazer que tenho em contar a história com meu filho e com minha esposa. É um ‘muito’ de meu pai dentro de mim.
Ainda em tempo, uma parada obrigatória. Quase trinta anos depois, comprei a casa de esquina na Washington Luiz, 406, para onde pretendia mudar a clínica e fui pedir para que meu pai retirasse o inquilino de sua casa, o 408, pois eu tinha o sonho de ter a Clínica Denari, em sua sede própria. Prometi a ele que, enquanto ele vivesse, eu continuaria pagando-lhe aluguel do 408. Ele de imediato concordou.
Assim foi feito. Pedimos a casa ao inquilino e começamos a adaptação das duas casas para receber a clínica. De vez em quando, ele passava para acompanhar a obra. Vencido o primeiro aluguel, entreguei o dinheiro para minha mãe passar para ele. No dia seguinte ela veio me devolver; meu pai disse entender que eu estivesse com muitas despesas pela reforma. Elas, as notas, estavam muito velhas, justificou meu pai; e acrescentou que meu sonho estava ficando muito bonito, elegante, e que eu nunca mais me preocupasse com o aluguel. E assim eu cumpri até o final de sua vida.
Esse é o motivo da minha alegria maior, ter o meu pai como um aliado a mais na realização do nosso sonho, a Clínica Denari, do Dr. Antenor Denari, filhos, netos e amigos.

Nilson Denari
nilsondenari@clinicadenari.com.br
ewa@cmg.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2009

Curso de Prótese

Dr. Marcos, Dra. Marly, Dr. Nilson, nosso técnico em Prótese Dental João Baptista e Dra. Mônica, ladeando os professores Ivone Buisch e Eurípedes Vedovato

No dia 19 e 20 de Junho a Equipe da Clínica Denari participou de um curso oraganizado pela APCD do Jardim Paulista no Hospital Sírio Libanês em São Paulo sobre o tema "Prótese: Longevidade e novos Materiais".
Vinte e dois profissionais, dentistas e protéticos se revesaram em dupla ou em trio debatendo os temas sobre prótese, reabilitações e implantes de maneira muito dinâmica, apresentando o que há de novo em odontologia e a relação que deve haver entre o dentista e seu protético para se conseguir o melhor resultado para o paciente.
Além de nos atualizar, pudemos com isso conferir que a Clínica Denari está seguindo o caminho certo...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cárie - Perguntas Freqüentes

A cárie é transmissível?
Sim, mas não é a cárie que passa de uma pessoa para outra e sim as bactérias que causam a cárie. A cárie é uma doença causada por bactérias que são transmitidas através da saliva geralmente por pessoas próximas. A transmissão geralmente ocorre de mãe para filho, de avós ou babás para as crianças, entre casais, entre irmãos e entre amigos. Porém só transmite bactérias de cárie, quem tem cárie.

Como ocorre a cárie?
Para um dente ter cárie, é necessário que bactérias que causam a cárie e o açúcar (ou outro carboidrato) grudem neste dente. Quando isto ocorre forma-se uma massa (chamada placa dental ou placa bacteriana) sobre o dente, onde as bactérias se multiplicam e transformam o açúcar em ácido. Este ácido faz com que partículas do dente se dissolvam iniciando o processo da cárie (chamado de desmineralização do esmalte). Se esta placa bacteriana não é removida e ocorrem repetidas ingestões de açúcar, a produção de ácido e a perda de mineral continuam até formar um buraco, uma cavidade popularmente chamada de cárie.

Porque o açúcar causa cárie?
O açúcar e todos os carboidratos, quando entram em contato com bactérias da boca que causam a cárie, transformam-se em ácido, e este ácido vai provocar a perda de minerais do dente. Outro problema do açúcar é que ele gruda no dente e também propicia uma condição de maior aderência de bactérias ao dente fazendo com que o ácido que elas produzem atinjam o dente por mais tempo.

Então não posso comer açúcar?
Em condições normais, ou seja, quando as estruturas dos dentes estão íntegras, qualquer pessoa pode ingerir açúcar ou carboidrato por até 5 vezes por dia que não irá desenvolver cárie.

Tem outras coisas além do açúcar que podem prejudicar meus dentes?
Além do açúcar, devemos ter cuidado com todos os carboidratos como pães e bolachas (doces ou salgadas), e ainda os salgadinhos empacotados (batatinhas, chisitos, fandango,...),além de xaropes, leite em pó, etc...
Além disso devemos levar em consideração a saúde geral do paciente, o tipo de saliva, o fluxo de saliva, a higiene oral, a respiração bucal e o sistema imunológico.

Porque tanta gente come açúcar e não tem cárie?
Primeiro é necessário se avaliar de que forma esta pessoa ingere açúcar. Para causar cárie em um dente íntegro, o açúcar deve ser ingerido mais do que 5 vezes ao dia, por um longo tempo. Isto porque, espaçando as ingestões de açúcar, a saliva tem tempo para neutralizar os ácidos e a boca voltar ao seu equilíbrio. Além disso outros fatores devem ser levados em conta como por exemplo a higiene oral, a saliva, a respiração e o sistema imunológico . Sem se esquecer do uso do flúor presente nas pastas de dente e e na água encanada que deixa o dente mais difícil de se desmineralizar.

Quanto tempo leva para um dente íntegro ter cárie?
Este tempo pode variar entre 3 meses e 2 anos. Depende da quantidade de vezes que a pessoa esteja ingerindo açúcar, do tipo de açúcar, da higiene oral, da saliva, da respiração bucal, e do sistema imunológico.

Leite Materno pode causar cárie?
Em um dente íntegro, não. Porém é bastante comum os dentes de leite nascerem com defeito de formação e não apresentarem todo o esmalte íntegro, expondo sua parte interna (dentina) Se a parte interna do dente estiver exposta, a cárie vai progredir em contato com o leite materno.

Os dentes de leite do meu filho já nasceram com cárie, por que?
Nenhum dente nasce com cárie. O dente pode sim nascer com um defeito de formação no esmalte e desta forma, a parte interna do dente (chamada dentina) ficar exposta. Esta parte interna do dente é pouco resistente e acaba tendo cárie com mais facilidade. Portanto, assim que se detectar este problema os cuidados preventivos devem ser mais rigorosos e o dente deve ser restaurado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Fluor - Perguntas e Respostas

Porque o Flúor é importante?
Mundialmente o flúor é apontado como o grande responsável pela queda no índice de cárie. Para se ter uma idéia, antes de termos flúor na água de Santos as crianças tinham em média 8,9 dentes com cárie aos 12 anos de idade. A partir do uso do flúor, em 12 anos, este índice caiu para 1,7 dentes com cárie.O flúor dificulta o processo de perda de mineral de dente e acelera a reposição de mineral no dente que sofre ataque dos ácidos pelo açúcar.

De que forma os dentes recebem flúor?
O flúor chega às pessoas através da água de abastecimento, das pastas dentais, ou por aplicação do dentista. Vitaminas e comprimidos com flúor são proibidos de serem comercializados em cidades que contenham flúor na água de abastecimento e não devem ser dados às crianças.

Com que idade meu filho pode receber Flúor?
A partir do nascimento do primeiro dente todas as crianças devem começar a receber flúor. Porém a forma de aplicação e a dosagem precisam ser calculadas pelo dentista porque o flúor ingerido em excesso, dependendo da idade e do peso da criança poderá causar o que chamamos Fluorose nos dentes permanentes que ainda não nasceram.

O que é fluorose?
A fluorose, em sua forma branda, se caracteriza por manchas brancas no esmalte dos dentes permanentes. A fluorose ocorre quando crianças ingerem mais Flúor do que o recomendado. Este flúor em excesso irá se depositar no dente que está se formando, ou seja, no dente que ainda não nasceu, alterando a sua estrutura conforme a quantidade de flúor ingerido. Quanto mais flúor for ingerido, maior a alteração de estrutura que o dente pode sofrer.

Quais os cuidados devemos ter com o Flúor?
Antes de mais nada identificar de que forma a criança pode estar recebendo flúor. A forma mais comum é o flúor presente na rede de abastecimento público. Para se ter uma idéia, uma criança com 6 meses de idade, pesando 8 Kgs, não pode ingerir mais do que 3 mamadeiras de 250 ml de leite em pó dissolvido em água filtrada (de abastecimento público) que já passa a correr o risco de ter os dentes com fluorose. Se a água fosse engarrafada e com pouca quantidade de flúor em sua composição (Lyndoya por exemplo) esta criança poderia tomar até 15 mamadeiras por dia. Porém esta mesma criança, se não tomasse água com flúor, poderia escovar os dentes duas vezes por dia com pasta infantil com flúor, que mesmo ingerindo toda a pasta que não teria fluorose no futuro. O ideal é que o dentista possa avaliar individualmente cada caso para receitar corretamente de que forma a criança deva receber flúor.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Desenvolvimento de um Belo Sorriso

Atualmente encontramos muitos problemas no desenvolvimento dos maxilares e das arcadas dentarias. Como os maxilares compõe dois terços da face, qualquer prejuízo no seu desenvolvimento irá ter conseqüências negativas na estética da face. Já nas arcadas o problema mais comum é a falta de espaço para o correto alinhamento dos dentes, o que vai afetar na estética do sorriso. Ora, sabemos que um rosto bonito e harmônico, com um belo sorriso, fazem uma grande diferença na qualidade de vida de uma pessoa. Como dizem, o sorriso é o seu cartão de visitas! É com a boca que nos comunicamos com o mundo, o rosto expressa os nossos sentimentos e o sorriso cativa as pessoas. E a origem destes problemas de desenvolvimento dos maxilares ocorre nos primeiros anos de vida com a falta de estímulos adequados.
Vejamos primeiro como deveria ser o desenvolvimento normal. Nos bebês os ossos maxilares, onde se encontram as arcadas dentárias, tem um crescimento muito rápido, intenso e são muito maleáveis. Por isso sofrem uma grande influência positiva dos estímulos que vem da amamentação e da mastigação. Então quanto melhor a qualidade destas funções orofaciais, melhor o desenvolvimento dos maxilares daquela criança.
O problema é que, muitas vezes por causa da vida agitada que as mães tem e por falta de orientação, fica mais prático, mais cômodo dar mamadeira e alimentos moles e pastosos, que não estimulam o desenvolvimento correto.
Vamos ver como cada uma dessas funções orofaciais atuam no desenvolvimento das arcadas e dos maxilares:

AMAMENTAÇÃO

A amamentação é vital para o desenvolvimento do bebê. Ao sugar o peito materno, além do leite, o bebê recebe inúmeros estímulos de desenvolvimento, tanto físico quanto psicológico. No aspecto físico ele executa um grande esforço muscular para obter o leite do peito aumentando assim as taxas de crescimento ósseo dos maxilares.
Se ele for alimentado com mamadeira todo o comportamento muscular se altera, o que pode implicar em problemas no desenvolvimento dos maxilares e das arcadas dentárias.
As mães devem amamentar seus filhos durante pelo menos um ano, mas, de acordo com a OMS, o ideal é amamentar durante dois anos. Este é também o tempo em que o sistema imunológico de defesa do bebê leva para amadurecer. Significa que o bebê que se alimenta do leito materno terá menos doenças do que aquele que usa mamadeira.

MASTIGAÇÃO

Vamos falar agora dos estímulos de desenvolvimento que vem da mastigação. A mastigação é a principal função para a qual a boca foi desenhada. Durante a mastigação vários músculos colocam os maxilares e dentes em movimento para cortar, triturar e moer os alimentos, e isto aumenta a taxa de crescimento ósseo dos maxilares e das arcadas. Os maxilares se harmonizam e as arcadas desenvolvem espaço para o alinhamento correto dos dentes. Porém, o bebê não nasce sabendo mastigar e para aprender precisa de alimentos que precisem ser mastigados, ou seja, cortados, triturados e moídos com os dentes. Então, por volta dos seis meses, quando nascem os primeiros dentes de leite, devemos oferecer alimentos adequados para este aprendizado. Papinhas, sopinhas, alimentos batidos no liquidificador ou passados na peneira não precisam ser nem cortados, nem triturados e nem moídos. Ou seja, não precisam do esforço dos músculos que movimentam maxilares, arcadas e dentes para a mastigação. Assim o bebê perde uma importante quantidade de estímulos de desenvolvimento.
Em geral os pediatras recomendam que se comece com alimentos pastosos ou amassados, porém esta fase deve ser curta e rapidamente sendo substituída por alimentos em pedaços maiores. É recomendável que se ofereça ao bebê a mesma comida que a família come à mesa como: arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Quando os pais forem a uma pizzaria podem dar na mão do bebê uma borda de pizza, num churrasco um pedaço de carne (grande o suficiente para ele se divertir por muito tempo e não se engasgar), e na praia ou parque um sabugo de milho verde. Além de treinar a mastigação ele aprende a apreciar os diferentes sabores e consistências dos alimentos ajudando para que no futuro ele tenha uma alimentação variada e saudável.

RESPIRAÇÃO

Outro problema sério que afeta o desenvolvimento dos maxilares é a respiração bucal crônica. Esta alteração respiratória provoca uma total mudança do comportamento muscular na face. Os lábios permanecem abertos e se instala uma flacidez muscular generalizada. A língua muda a sua posição e começa a funcionar inadequadamente, o que pode provocar deglutição atípica e problemas fonéticos. A face do respirador bucal em geral é alongada, os dentes mal posicionados e apresenta olheiras. Ele come mal porque olfato e gustação ficam prejudicados e precisa respirar pelo mesmo espaço onde está a comida. A natureza justamente separou os compartimentos da respiração e da mastigação para que uma não atrapalhe a outra.
Para entendermos porque uma criança passa a ser uma respiradora bucal temos que voltar para a época do nascimento e aos primeiros anos de vida. Ao nascimento o bebê sempre respira pelo nariz. Só que o registro cerebral de que esta é a forma correta de respirar e que, para isto, os lábios precisam permanecer fechados ainda não está maduro e precisa de muitos reforços nesta fase inicial da vida. Este reforço vem justamente dos estímulos funcionais dos músculos da face. Novamente a amamentação e a mastigação desempenhando um papel importante, agora no estabelecimento de uma função respiratória adequada.
Então, resumindo, a palavra chave para o desenvolvimento adequado dos maxilares é ESTIMULO. Assim como o atleta desenvolve seu físico através de exercícios e treino muscular, devemos estimular o desenvolvimento dos músculos faciais dos nossos bebês exercitando as funções que a natureza nos deu: AMAMENTAÇÃO E MASTIGAÇÃO.
Assim fica fácil compreender que podemos ajudar os nossos filhos a desenvolver UM BELO SORRISO!

domingo, 8 de junho de 2008

Sabedoria Infantil

Por Nilson Denari

É comum, na Clínica, ouvir choro de criança. Se ainda hoje há adulto com medo de dentista, imagine uma criança, principalmente aquela de pais medrosos, imaturos. É “hereditário”.
Mas, aquele choro naquela manhã, vindo lá da sala de meu sobrinho Marcos, era diferente. Não me parecia ser de medo, de pânico pelo desconhecido ou, erroneamente conhecido; era de raiva sim, berros de revolta.
Como ando neste momento da minha vida, perdendo o medo de saber os ‘porquês’ das coisas que me circundam e me interessam, vou fundo em qualquer pequeno detalhe que me chame a atenção, seja uma simples frase musical ou mesmo um choro esquisito de criança. Assim logo que pude, fui até lá. Quando entrei na sala, não havia choro. Sorrateiramente, meio por trás da porta, pude ouvir e observar o cenário: sentada, mas afastada do encosto da cadeira, uma linda criança beirando os seus três aninhos, em uma posição de profunda atenção, ouvia o que estava sendo esclarecido, nos seus mínimos detalhes, por sua mãe, postada aos pés da cadeira.
Uma babá, em pé, com as duas mãos no encosto de cabeça, da cadeira esperava ordens. De cada lado da menina, meu sobrinho e sua auxiliar aguardavam, pacientemente, o momento de começar a atuar.
“Então, filhinha, como a mamãe disse, há um bichinho mordendo seu dentinho, é por isso que está doendo. Já faz três noites que ele fica comendo seu dentinho, fazendo o buraquinho que eu lhe mostrei. E é por isso que dói, você chora há três noites e ninguém consegue dormir naquela casa. O Tio Marcos vai tirar esse bichinho daí. O Tio Marcos e a mocinha vão tomar conta dele, para que nunca mais ele judie de você. Fique bem quietinha que não vai doer nada. Agora deixe o tio Marcos e a mocinha trabalharem.”
A criança se mantinha atenta às explicações da mãe, até o momento em que tentaram novamente colocá-la em posição para iniciar o tratamento. Acabou a paz, tudo voltou ao que era antes: berros e gritaria.
Esse é o grande momento terapêutico. A menina já sabia, graças às experiências passadas, que nada como um belo choro de criança para amolecer os corações dos adultos.
Essa é a hora mais importante de toda a relação dentista e jovem paciente a de se mostrar a verdade. Sabia eu, que a partir do momento em que essa criança, ao conhecer as novas práticas clínicas odontológicas no atendimento infantil, iria saber da verdade, se livraria dos fantasmas, poderia se tranqüilizar e adotar uma outra postura diante do dentista, e com isso, torna-se uma excelente paciente. Era para nós rotina ouvir dessas crianças, ao se tornarem adultas, que passavam do atendimento com o Dr. Walter Denari para o nosso atendimento, esclarecerem: “Se o senhor acha que vai doer, pode anestesiar, por favor”. É mole?
Isso é o que mostrou a nossa maravilhosa vivência de mais de cinqüenta anos e essa experiência ele ensinou para o seu filho e por todo esse mundo afora.
Mas, voltemos ao nosso caso. A verdade, nesse exato momento é que existia uma lesão cariosa a ser removida e um dente a ser restaurado. Precisavamos anestesiar corretamente e sem trauma doloroso, efetuar o tratamento.
Com a criança imobilizada pela mãe, babá e auxiliar, o Tio Marcos se aproximou. Nesse momento, fez-se silêncio.
Pensei: “Será que uma guerreira como essa acreditou nesses inocentes argumentos e desistiu de lutar? Vencida só por essa força? Aonde foram parar suas aguerridas concepções?” Eu não acreditava no que estava vendo. “Que pena.”, pensei.
Ledo engano. Em segundos, de espada em punho, ela desferiu seu golpe mortal, em todos aqueles que pensavam que a batalha havia terminado. Começou a agitar as perninhas bradando; “Qué cocô, qué cocô !”, balançando as perninhas.
A babá confirmou: “Ela quer fazer cocô.”.
Olhares incrédulos se cruzaram por toda a sala. “Ela quer fazer cocô”, ouviu-se novamente.
Diante de tão forte argumento, o cenário se desfez e quando a estrela maior passou a minha frente, tive vontade de beijá-la.
O silêncio se perpetuou por mais 10 minutos, até o seu retorno. Ao passar por mim, ansioso de curiosidade, perguntei à babá: “Ela fez cocô?” “Que nada.” foi a resposta.
Eufórico, por ter vivido essa experiência de participar e por ter tido a oportunidade de conhecer um ser humano, que luta até o fim, na defesa do que acredita, e mais, ter a capacidade de, ao entender a força de seus inimigos, bate em retirada, não para fugir, mas para buscar fôlegos e novas estratégias para voltar à luta, vibrei.
Correndo e saltando de alegria, voltei ao meu consultório, igual Pelé ao fazer um gol de placa.
Quando lá cheguei, o momento, então não era mais de ansiedade em conhecer ‘os porquês’, mas sim, foi um momento de êxtase total por ouvir novamente aquele canto estridente, um brado de guerra, na voz de uma soprano de dar inveja à Bidu Sayão. Nilson Denari: nilsondenari@cmg.com.br

CLÍNICA DENARI 45 ANOS

Sua História

Por Nilson Denari

“Não vá fazer Odontologia”, disse meu pai em meados de 1950. É uma profissão desgastante, você vai trabalhar em pé ao longo da sua vida.E o pior, se não estiver no con- sultório todos os dias, ali, na boca do paciente, não vai ganhar nada.Já que você vai para
Ribeirão Preto e a faculdade é de Farmácia e Odontologia, faça Farmácia.Desse modo você
Poderá viajar e a farmácia continuará rendendo.”
Assim pensava o Dr. Antenor Denari, dentista há quase 25 anos.Eu assistia a sua luta das sete da manhã às dez horas da noite, todos os dias exceto aos domingos, em seu consultório instalado na parte da frente de nossa casa, em Sorocaba, rua Hermelindo Matarazzo nº 32, onde nasci.Nessa época, eu estava com meus imberbes 18 anos . O conselho havia chegado tarde demais: três anos após, no dia 13 de dezembro de 1953, aos 21 anos, eu recebia meu canudo de Cirurgião Dentista na inesquecível Ribeirão Preto. Não adiantou a palavra do “velho”, a Odontologia já havia sido amor à primeira vista. Como também foi, após 8 meses de Sorocaba, vir trabalhar em Santos. Rua Vasconcelos Tavares nº19, 5º andar, sala cujo número não mais me recordo. O consultório era alugado e apesar de ser um ilustre desconhecido, esnobei: era dentista na cidade, no centro, o coração de Santos na época. No princípio meus heróicos pacientes foram os amigos de futebol de praia no Gonzaga e seus familiares, que salvavam o aluguel e as despesas. Quando não conseguia salda-las era salvo pelas “mordidinhas”financeiras na Dona Maria, minha mãe, sempre com promessa de resgata-las, o que nunca cumpri. Vibrei com esse mundo novo: eu tinha MEUS pacientes e alguns até me chamavam de “doutor”.
Com os amigos e colegas – Edmar, meu confidente; Barbosa, meu guru; o filósofo Dalton; o irrequieto Herculano; Maurity, meu eterno amigo e irmão e tantos outros, varei noites discutindo problemas e casos, jogando conversa e gabolices fora. E assim foi, de 1954 a 1961. Nessa época, já casado com Maria Helena, era pai de uma filha, Mônica.
Oito anos após, de tanto encontrar pacientes indo para a cidade de ônibus ou de bonde, deslocando-se de suas casas na praia em direção ao meu consultório - então na rua Amador Bueno nº 26, Edifício Concórdia – já enfrentando uma cidade de trânsito congestionado, decidi que eles não mais teriam que deslocar-se tanto. Optei por levar meu até eles, monta-lo na região da praia. Meus amigos falavam que eu estava ficando louco. “Sair da cidade para ser dentista de bairro? Você vai perder a fina flor da sua clientela” – profetizaram. Além disso, quis fazer uma sociedade com meu irmão Walter, outro “louco”, pioneiro em seu aperfeiçoamento no tratamento para crianças, Odontopediatria. Eu ouvia: “”Fazer sociedade não é bom; com família é pior ainda”. Mais uma vez o conselho chegou tarde demais. Eu já estava apaixonado pela idéia e pelo imóvel na rua Galeão Carvalhal nº52, cuja propietária, Dona Isabel, após o endosso de Carminho e Paulo Magalhães (o cara de bravo e coração de ouro), acreditou por bem alugar-nos.
Foi tudo maravilhoso. Começamos juntos, aumentamos nosso círculo social, conhecemos amigos. Os filhos já eram mais três: Eduardo, Luciano e Marcelo.
Nessa época o mundo estava mudando seus costumes, hábitos e vestes. Procurava-se mais praticiddade. Os ônibus substituíam os bondes; os apartamentos substituíam as casas. Popularizavam a calça Lee, a bermuda e a camisa esporte. Desapareciam as anáguas, as perucas, as cinturitas. A cidade deslocava-se para a praia congestionando agora a orla marítima, principalmente o Gonzaga.
Por este motivo, em 1975, decidimos, Walter e eu, ir para um local onde os pacientes tivessem mais facilidade para estacionar. Resolvemos procurar uma casa grande onde pudessem trabalhar também colegas, assistentes ou colegas de outras especialidades; um trabalho em equipe multidisciplinar em Odontologia o que seria mais proveitoso e produtivo.
Assim pensamos e assim realizamos. Sob a áurea do Dr. Leôncio Rezende, alugamos a casa onde viveu até seus últimos dias: Avenida Washington nº464. Nessa época já tínhamos um protético, o sergipano Elinaldo, cheio de vida e conversa. A ele juntaram-se Marly (a ‘filha’ colinense), a quem fui buscar em Ribeirão Preto no dia de sua formatura; Ronaldo, um santista e cria nossa de longo tempo e o meu amigo-irmão de idéias simbióticas, José Antônio. Em 1975, se concretizava o sonho da Clínica.
Com a morte de meu pai herdamos a casa em que morávamos ao chegar de Sorocaba. É o nº 408 da mesma avenida. Terezinha Kannebley, corretora amiga, colaborou para a compra da casa ao lado, o nº 406 e assim, em 1981, a Clínica Dentre tinha seu imóvel próprio. Reformamos e unimos as duas casas em uma só para que ficasse mais funcional.
Como a antiga clínica e a nova casa eram próximas, praticamente apenas uma quadra, a mudança foi quase toda feita ‘no braço’. Todos colaboraram, carregando objetos pela avenida abaixo, sempre muito entusiasmados com o novo local, mas também assustados pelo novo investimento. “Não seria ele muito grande? E as despesas?”
Hoje, passados 17 anos, sabemos que não foi. Crescemos, e muito. Orgulhamo-nos da Clínica pelo reconhecimento de nossos pacientes – e pelo nosso esforço e dedicação ao sonho de podermos exercer a profissão ‘gostosamente’.
Do nosso sangue juntaram-se a nós a minha linda filha Mônica e o dedicado sobrinho Marcos, filho do Walter. Juntaram-se também o ex-patrulheiro João, hoje meu ‘filho protético’, de quem muito me orgulho e seu irmão Leone. Integrando também nossa filosofia de trabalho, está ainda o corpo auxiliar - nosso jardim - capitaneado por Rosana (charmosíssima), auxiliada pela ‘formiguinha’ Penha. Temos a paciente e eficiente Rosângela na recepção e todas as demais companheiras de trabalho, sorridentes no “bom dia”e às demais companheiras de trabalho, sorridentes no “bom dia” e às minhas recomendações para os finais de semana.
Agradeço a Deus o envio de Ewa, amiga e esposa que mobilizou em mim, quando a conheci, o impulso de mandar colocar uma faixa nas árvores em frente a Faculdade de Filosofia onde ela lecionava na época, com os dizeres:”Nem nos tempos de Adão, nem nos tempos que virão, terão por uma Ewa tanta paixão...”.
Agradeço a Ele ter-me mostrado as diretrizes da Psicologia para melhor conhecer minhas limitações e reais necessidades – as minhas e as dos outros, fossem amigos ou pacientes, todos apaixonantes e inesquecíveis.
Aos amigos Oswaldo, Luiz, João Carlos e Lamartine, nosso “Clube do Bolinha”, por tantos caminhos percorridos; e também ao Damico por suas palavras.
Graças também aos grupos de estudo de Odontologia e Psicologia dos quais participo ou participei; para mim, mais úteis que quaisquer congressos ou cursos assistidos ao longo desses 45 anos de profissão
Hoje estamos trilhando o nosso caminho. A Clínica, com seus sete profissionais mais o corpo de assistentes, doze jovens, segue em busca de uma felicidade e de uma alegria de viver que fecham o elo do melhor remédio contra todas as doenças: o amor.
Agradeço a Deus, mais uma vez, por ter-nos guiado até Santos, ao calor afetuoso de seu povo para conosco, forasteiros, que aqui chegamos certos de bom solo a receber as sementes dos nossos anseios.
Enfim, obrigado meu Deus pela Sua eterna companhia.

P.S. Desculpem-me a ausência escrita daqueles que estão em nossos corações, mas que a memória vacilou pela emoção.